Te conheço de outros Pan’s: Gustavo Borges, o terceiro maior medalhista em Jogos Pan-Americanos

O nadador pinheirense Gustavo Borges, nascido em Ituverava (SP) em 2 de dezembro de 1972, começou a construir sua história em Jogos Pan-Americanos em 1991, em Havana, onde conquistou suas primeiras medalhas de importância internacional. Aliás, foram cinco pódios em Cuba. Ouro nos 100m livre com recorde do torneio, prata nos 200m e bronze nos 50m, além de ouro no revezamento 4 x 100m livre e prata no 4 x 200m.

Na soma das medalhas conquistadas em Pans, Gustavo só fica atrás de outro nadador, Thiago Pereira, com 23 pódios, sendo 15 ouros, contra dez do mesatenista Hugo Hoyama (15 no total) e oito de Gustavo, que ainda ganhou mais oito de prata e três de bronze ao longo de quatro edições do Pan (1991, 1995, 1999 e 2003).

Em 1990, ao se tornar o primeiro brasileiro a nadar os 100m livre abaixo de 49 segundos, no Troféu José Finkel, foi indicado por Maria Lenk para estudar e treinar em Jacksonville, na Flórida. A carreira de Gustavo ganharia novo rumo. O primeiro efeito da mudança veio na Olimpíada de 1992, em Barcelona, com a prata nos 100m livre atrás do rival russo Alexander Popov.

No Pan de 1995, em Mar del Plata, vieram mais dois ouros, com o bicampeonato nos 100m livre e a vitória nos 200m, em ambas as provas com recorde dos Jogos. Gustavo ainda levou duas pratas nos revezamentos 4 x 100 e 4 x 200m livre. No ano seguinte, no auge da carreira, o nadador conquistou mais duas medalhas olímpicas: prata nos 200m e bronze nos 100m livre nos Jogos de Atlanta.

Em 1999 Gustavo viveu o mais dourado Pan da natação brasileira em Winnipeg, Canadá. Integrou o revezamento 4 x 100 medley, pela primeira vez campeão na história dos Pans, desbancando a super favorita equipe norte-americana. O pinheirense ainda foi ouro nos 200m e no 4 x 100m livre, prata no 4 x 200m e bronze nos 100m livre.

A última medalha olímpica veio em 2000, com o revezamento 4 x 100m livre nos Jogos de Sydney.  Às vésperas de encerrar a carreira como nadador e se tornar empresário, aos 30 anos Gustavo ainda conquistou mais três medalhas no Pan de 2003, na República Dominicana: ouro no revezamento 4 x 100m livre, prata no 4 x 200m e bronze nos 100m livre. Em 2012 passou a ser o segundo brasileiro com o nome gravado no Hall da Fama da Natação, na Flórida. Honra que em 1988 coubera a Maria Lenk.

Foto: Marcos André Pinto/COB/Divulgação